Jornalista
Jailton Batista lança livro
na
galeria do Cuca dia 3 de setembro
REPRODUÇÃO
 
A
incursão pelo romance amplia o horizonte jornalístico de
Jailton Batista
O
momento não poderia ser mais adequado para o lançamento do livro
Duas mulheres, quatro amores e uma guerra civil,
romance de estréia do jornalista Jailton Batista, que acontece
na quarta-feira, 3 de setembro, a partir das 20 horas, na
galeria de arte Carlo Barbosa, no Centro Universitário de
Cultura e Arte (Cuca).
Com
276 páginas e selo da Cânone Editorial, o livro é baseado na
guerra angolana e no processo de construção da paz. Após
quase quinhentos anos de colonialismo e 33 de independência,
dos quais 27 deles vivendo sob a mais fratricida e duradoura
guerra civil, Angola está a poucos dias da primeira eleição
para o Parlamento - o pleito acontecerá dia 5 de setembro, em
clima de aparente normalidade.
Sem
a pretensão de ser um relato histórico, o romance tem como
personagens principais mulheres feitas prisioneiras por um dos
exércitos e toda a narrativa se concentra sobre os aspectos
humanos da guerra. É uma trama não apenas verossímil. Mas
verdadeira, pois calcada em fatos históricos e testemunhos de
atores do conflito, define o autor.
Ficção
e realidade
Jailton
Batista observa que os recentes relatos sobre o resgate de
prisioneiros das FARC durante anos na selva colombiana e a
leitura de Duas mulheres, quatro amores e uma guerra
civil revelam pontos de convergência, mostrando como são
semelhantes todos os conflitos armados, como são iguais os
homens quando tomados pela fúria da paixão, do poder ou do ódio.
Mas
um romance não é uma reportagem e, embora o autor tenha
militado no jornalismo, inclusive em Feira de Santana, sua
narrativa apresenta nítidos contornos ficcionais. Ao assumir a
visão das duas prisioneiras protagonistas, Jailton Batista não
defende uma causa política e não prega uma ideologia, apenas
ressalta o absurdo de uma guerra fratricida – qualquer que
seja e em qualquer país.
Dessa
sua escolha decorre a exemplaridade do drama narrado. Não é
uma ficção que se limita a uma posição geográfica, a uma
data-calendário, a um movimento político. È um drama
essencialmente humano, de apelo permanente e universal. Apesar
de inspirado em personagens que viveram de fato a guerra, seu
romance não pode ser tomado como um relato histórico esclarece
o autor. "Beneficiei-me muito mais da imaginação e da
fantasia que dos fatos reais para compor a história. Não
obedeci a nenhuma exigência de rigor da pesquisa histórica e
nem fui fiel à cronologia dos fatos envolvendo o
conflito", acrescenta.
Para
Vera Tietzmann Silva, a quem coube prefaciar a obra, a soma dos
ingredientes narrativos e a força expressiva da linguagem de
Jailton Batista fazem de Duas mulheres, quatro amores e uma
guerra civil um romance promissor, que merece ser lido tanto
no Brasil como em Angola.
Sobre
o autor
Baiano
de Andaraí, cidade da Chapada Diamantina, Jailton Batista viveu
muitos anos em Feira de Santana, onde iniciou sua carreira no
jornalismo. Trabalhou para jornais locais e de Salvador. Também
escreveu para o Jornal do Brasil e para a revista Veja. Há mais
de dez anos deu uma guinada na carreira e passou a trabalhar
para o segmento farmacêutico, alcançando posições
importantes na carreira de executivo da indústria. Foi nessa
condição que trabalhou em Angola nos últimos anos, prestando
consultoria a empresas daquele país. E lá, convivendo com
gente comum, ex-combatentes e mulheres ex-prisioneiras do
conflito, conseguiu reunir os elementos para esse primeiro
romance.
Socorro Pitombo
Assessoria
Cuca/UEFS
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