Seagri estuda a implantação de

centro de produção de frutíferas  

A Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural de Feira de Santana estuda a implantação de um centro de produção de sementes e mudas de árvores frutíferas, no Parque da Cidade Frei José Monteiro Sobrinho.

A produção, de acordo com o secretário Ozeny Moraes, será destinada aos pequenos produtores rurais do município. “Aqueles que são pronafianos”, define. Para ele, as árvores serão uma maneira de diversificar a produção e, dessa forma, aumentar as suas rendas familiares.

O secretário diz que a iniciativa objetiva aumentar o potencial econômico das propriedades rurais e aproveitar as condições climáticas da região na qual Feira está inserida – parte no Recôncavo, área que tradicionalmente tem um período de chuvas mais definido, e a outra parte no semi-árido.

“O que a gente vê muito por aqui, principalmente na região mais seca, é que as propriedades podem ser mais aproveitadas. Principalmente por árvores frutíferas e que resistem à seca ou que necessitam de pouca água para produzir”, diz o secretário. “Este centro de produção poderia suprir estes agricultores com sementes e orientação técnica”.

Para ele, o mercado local tem potencial para absorver vários tipos de frutas. “Para que se possa ter ganho o ano inteiro, é necessário que se acompanhe o calendário de produção de cada espécie. Isto, os técnicos  da Secretaria de Agricultura poderão orientá-los. E sem nenhum custo”.

            Ozeny Moraes diz que os agricultores poderão, a partir do início da produção nas suas propriedades, formar um banco de sementes. “Assim acredito que a idéia vai se multiplicar e mais produtores vão aderir à iniciativa”. São espécies que não ocupam muito espaço nas propriedades.

A zona rural de Feira de Santana tradicionalmente produz caju, manga, acerola, cajá, seriguela, mas em pequena quantidade. Espécies como graviola, maracujá, banana, pinha, poderão ser cultivadas nestas propriedades. “E, assim, mudar o perfil do nosso produtor rural”, afirma Ozeny Moraes. (Batista Cruz)


Assessoria de Comunicação/Uefs

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