Cartilha informa novas regras

para call centers funcionarem

Os feirenses já dispõem de cartilha fornecida pela Coordenadoria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon) orientando sobre as principais mudanças determinadas nas novas regras de funcionamento dos call centers, que passaram a valer desde o dia 1º de dezembro. Os interessados podem apanhar o folheto gratuitamente na sede do órgão, integrante da Secretaria Municipal de Governo, no prédio do CEAF, à Rua Barão de Cotegipe, 764, centro.

A diretora do Procon em Feira de Santana, Adriana Estela Assis, ressalta a importância dos feirenses conhecerem seus direitos a fim de reivindicá-los, na busca por um serviço de melhor qualidade. “Com a cartilha, esclarecemos as principais mudanças nos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) por telefone, no âmbito de prestadores de serviços regulados pelo poder público federal, atingindo as áreas de transportes terrestres, aviação civil, energia, água, planos de saúde, bancos e cartões de crédito fiscalizados pelo Banco Central, TV por assinatura e telecomunicações”, frisou.

As novas normas gerais garantem a observância dos direitos básicos do consumidor de obter informação adequada e clara sobre os serviços que contratar e de mantê-lo protegido contra práticas abusivas ou ilegais impostas no fornecimento dos serviços.

As ligações para o SAC são gratuitas, sendo vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera para o atendimento, salvo se houver prévio consentimento do consumidor, e o atendimento das solicitações não deverá resultar em qualquer ônus para o mesmo. As centrais de atendimento devem garantir ao consumidor o contato direto com o atendente logo no primeiro menu eletrônico e com todas as suas subdivisões.

Ao selecionar a opção de falar com o atendente, não pode ter sua ligação finalizada sem que este contato seja efetivado, e o acesso a ele não deve ser condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor. Sempre que oferecer menu eletrônico, o SAC deverá assegurar que as opções de reclamações e cancelamento de serviços figurem entre as primeiras alternativas.

Também deve ser garantido o acesso das pessoas com deficiência auditiva ou de fala  ao SAC, sendo facultado à empresa atribuir número telefônico gratuito para este fim. O sistema informatizado responsável pela operacionalização das demandas deverá garantir ao atendente o acesso ao histórico das demandas do consumidor, uma vez que este só explicará o seu problema uma única vez.

O fornecedor deverá viabilizar o acompanhamento de todas as demandas por meio de um registro numérico seqüencial, a ser informado ao consumidor no início do contato telefônico. E o consumidor terá direito de acesso ao conteúdo do histórico de suas demandas, que lhe será enviado, quando solicitado, no prazo máximo de 72 horas.

As informações solicitadas pelo consumidor devem ser prestadas imediatamente e suas reclamações devem ser resolvidas no prazo máximo de cinco dias úteis. Além disso, o consumidor, quando solicitar a opção de falar com o atendente aguardará, no máximo, um minuto – em regra. (Ronaldo Belo)  

   

Procon registra mais de 2.500

queixas somente em outubro  

O número de queixas registradas na Coordenadoria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon) em Feira de Santana durante o mês de outubro sofre uma pequena redução com relação ao mês anterior. Enquanto em setembro foram registradas 2.667 queixas contra 30 empresas, no mês de outubro foram computadas apenas 2.529 queixas, ou seja, 138 a menos que no mês anterior.

O ranking das empresas que lideram nas queixas dos consumidores também continua variando. Enquanto em setembro o maior número de queixas ficou por conta da OI (123 queixas), seguida pela IbiCard (110 queixas), em outubro a IbiCard ficou em primeiro, com 100 queixas e, logo depois, a CrediCard, com 96 queixas.

Dentre as empresas alvo de denúncias dos clientes durante o mês de outubro também figuram, em ordem decrescente pela quantidade de queixas, a OI, com 85 registros; a Tim e a Embasa, cada uma com 80; a Nokia, com 58 queixas; Sony Ericsson, com 53 queixas; a Claro, com 51 registros; e a Embratel, com 48 registros.

Também estão na lista de queixas em outubroa ItauCard , com 42 queixas; a Insinuante, com 37 queixas; Banco do Brasil, com 36 queixas; a Telemar, com 34 queixas; o HiperCard, com 32 queixas; e a Vivo, com 30 queixas, mesmo número que a Coelba, a C&A e Ricardo Eletro.

Durante o mês de outubro também foram alvo de queixas dos consumidores o Banco BMG (28), Banco Pine (28), StarCell (26 queixas), Bradesco (24), Losango (24), LG Eletro (24), G. Barbosa (22), Unicard (20), Banco BMG (20), Samsung (18), Unibanco (15) e Banco Itaú (14).

Para solucionar as pendências envolvendo os consumidores, o Procon em Feira de Santana também abriu 240 processos contra 30 empresas durante o mês de outubro. O número, entretanto, cresceu com relação ao mês de setembro, quando foram computados somente 192 processos abertos.

O G. Barbosa ficou em primeiro lugar, com 21 processos, seguido pela StarCell, com 18 processos. Em seguida vem a Americanas, com 14 processos abertos; a Embasa e a Clkaro, cada uma com 12 processos; a IbiCard, com 10 processos; a Sony e a Samsung, cada uma com 9; a Ricardo Eletro, a Insinuante, A Tim, a Embratel e a, com 8 processos cada.

A C&A e a Marisa, cada uma com 7 processos abertos; Bom Preço, OI, Huawei e Banco Pine, cada uma com 06 processos abertos; a LigCel, a Losango, Bradesco, Sort Informática e Créd 21, cada uma com 5 processos abertos; a CredCard e a HP, cada uma com quatro processos abertos; Banco BMG, HiperCard, CCE e a Panamericano, cada uma com três queixas. (Ronaldo Belo)

 

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